Pena
Pedro Nuno Caetano CC BY 2.0 · flickr.com
Pena
Pedro Nuno Caetano CC BY 2.0 · flickr.com
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Pena

a aldeia do xisto que também é de quartzito

A Pena foi construída em cima de um esporão de quartzito, na margem esquerda da Ribeira da Pena, com os Penedos de Góis a subirem na margem oposta. O casario tem ar de quem está a desafiar a gravidade: olhas para cima e vês a escarpa dos penedos, olhas para baixo e vês a ribeira a cortar o vale. À entrada, junto à ponte sobre a ribeira, espera-te um castanheiro secular.

O que separa esta aldeia das outras da rede é o material. Aqui o xisto não está sozinho: misturou-se com o quartzito do mesmo afloramento que faz os penedos, e quem percorrer a aldeia repara nas paredes mais claras misturadas com o castanho-escuro habitual. A estrutura é simples: uma rua principal a percorrê-la ao comprido, vários quelhos a sair dela, o fontanário no centro. Não há capela própria: o elemento religioso aqui é apenas uma Alminha em honra de Santa Rita.

O acesso à aldeia faz-se pela EN2 a partir de Góis, em estrada de montanha, a uns doze quilómetros da vila. Em baixo, a Ribeira da Pena corre entre margens abruptas, em vários pontos forma quedas de água e abre-se em poças conhecidas como Poço Escuro de Cima e Poço Escuro de Baixo, com banhos no verão. Entre a Pena e a vizinha Aigra Velha estende-se o Parque Florestal da Oitava, 470 hectares de mata em Rede Natura 2000, com castanheiros, pinheiro bravo, medronheiros e azevinhos. Dos miradouros à volta, em dias limpos, vê-se a Serra da Estrela ao longe e o Alto do Trevim na própria Lousã. Em baixo, na ribeira, as poças não conhecem horário.

vai sabendo que

  • a estrada de subida é de montanha, estreita; vai sem pressa
  • as poças do Poço Escuro servem para banhos de verão, mas a água é fria
  • o castanheiro secular fica à entrada, junto à ponte sobre a ribeira
  • o Trilho do Baile (PR9 GOI) faz percurso circular passando pela Pena e Aigra Velha

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