a escadaria de 68 degraus é o primeiro programa
À frente, uma escadaria de 68 degraus em pedra que sobe até ao adro. A igreja fica a 598 metros acima do nível do mar, no alto do Monte, com a baixa do Funchal e o mar lá em baixo. A devoção a Nossa Senhora do Monte começou aqui, com a colonização da ilha: em 1470, Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem nascido na Madeira, mandou construir uma capela à Nossa Senhora da Encarnação. Foi essa que originou o santuário.
A igreja actual é outra coisa. A primeira pedra foi posta em 10 de Junho de 1741. Poucos meses depois de concluída, em 31 de Março de 1748, um terramoto destruiu-a. Foi reconstruída ao longo de mais sete décadas e consagrada finalmente em 20 de Dezembro de 1818. A arquitectura é barroca insular do final do século XVIII, com a particularidade da fachada flanqueada por duas torres sineiras, solução pouco comum na região.
Lá dentro está a imagem de Nossa Senhora do Monte, venerada desde os primórdios do povoamento, padroeira do Funchal e da Madeira (declarada formalmente pelo Papa Pio VII em 1804). A 15 de Agosto, dia da Assunção, é a maior festa religiosa do arquipélago: romeiros sobem o monte, muitos a pé, alguns descalços, todos com velas e círios de cera modelados com partes do corpo ou na altura do próprio peregrino.
Numa capela lateral está o túmulo de Carlos I de Habsburgo, o último imperador da Áustria. Morreu exilado no Monte a 1 de Abril de 1922 e foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 2004. À porta da igreja, uma estátua em bronze do escultor Augusto Cid evoca-o. Quando saíres, podes descer ao Funchal nos carros de cesto, que partem mesmo ali ao lado.
o que encontras cá dentro
- a imagem de Nossa Senhora do Monte, venerada desde o final do século XV, padroeira do Funchal e da Madeira
- o túmulo de Carlos I de Habsburgo, último imperador da Áustria, beatificado em 2004
- a arquitectura barroca insular do final do século XVIII, com fachada flanqueada por torres sineiras
- ourivesaria dos séculos XVII e XVIII e candelabros antigos
- a estátua em bronze de Carlos I, do escultor Augusto Cid, no adro à frente da igreja
- a vista sobre o Funchal e o mar, a 598 metros de altitude



