Santuário do Sameiro
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Santuário do Sameiro

o segundo santuário mariano de portugal, e o que tem fátima não tem aqui

Fica no alto do Monte do Sameiro, a 572 metros, e é o segundo maior santuário mariano de Portugal a seguir a Fátima. Mas é uma coisa diferente: aqui não houve aparição, não houve pastorinhos, não há a multidão internacional. O santuário foi construído pelo fervor mariano local do século XIX, à volta da devoção à Imaculada Conceição. A frase de quem o conhece bem é mais directa: "Ela não apareceu no Sameiro. Ela está no Sameiro."

A história começou em 14 de Agosto de 1863, quando o padre bracarense Martinho António Pereira da Silva mandou lançar a primeira pedra no cimo do monte para um pedestal onde colocar uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. À medida que os peregrinos foram chegando, o pedestal deu lugar a capela, e a capela à actual basílica, cuja primeira pedra foi lançada em 31 de Agosto de 1890. As obras arrastaram-se: a cúpula só foi começada em 1936 e o templo só ficou concluído já no século XX. O Papa Paulo VI elevou-o a Basílica em 1964.

A arquitectura é neoclássica, em granito, com fachada harmónica de duas torres sineiras e cúpula coroada por lanternim. Por dentro, planta em cruz latina, altar-mor em granito branco polido e sacrário em prata cinzelada. Na cripta, construída nos anos 70 para acolher os peregrinos que a basílica já não comportava, ficam cerâmicas de Querubim Lapa de 1979.

A imagem de Nossa Senhora do Sameiro é do escultor italiano Eugénio Maccagnani, esculpida em Roma e trazida em 1880. Foi coroada solenemente em 1904 com uma coroa em ouro maciço oferta das mulheres portuguesas e da rainha D. Amélia. As duas grandes peregrinações são em Junho (primeiro domingo, peregrinação arquidiocesana com partida da Sé de Braga) e em Agosto (terceiro domingo). O Bom Jesus do Monte fica do lado oposto da cidade, e os dois santuários cruzam-se nas peregrinações de Agosto.

o que encontras cá dentro

  • a basílica neoclássica em granito, com fachada de duas torres sineiras e cúpula coroada por lanternim
  • o altar-mor em granito branco polido e o sacrário em prata cinzelada
  • a imagem de Nossa Senhora do Sameiro, do escultor italiano Eugénio Maccagnani, com coroa em ouro maciço de 1904
  • a cripta dos anos 70, com cerâmicas de Querubim Lapa de 1979
  • o panorama sobre Braga e, em dia limpo, as serras do Gerês, da Cabreira, da Penha e da Franqueira
  • a peregrinação arquidiocesana no primeiro domingo de Junho, com partida da Sé de Braga

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