Torre das Cabaças
sergei.gussev CC BY 2.0 · flickr.com

Torre das Cabaças

as cabaças não são decoração, são caixa de ressonância do sino

No topo da torre há uma estrutura de ferro forjado a sustentar oito cabaças cerâmicas e um grande sino de bronze. As cabaças não estão lá por capricho: servem de caixa de ressonância, para reforçar o som do sino e o fazer chegar mais longe. O sino foi fundido em 1604 e ainda toca as horas hoje. O nome popular da torre fixou-se a partir do final do século XVIII, por causa das cabaças. O nome oficial era Torre do Relógio.

Foi construída no século XV como torre-relógio do Senado da Câmara de Santarém, aproveitando uma estrutura defensiva pré-existente da Porta do Alporão, junto à muralha. Foi uma das primeiras torres-relógio do país. A muralha desapareceu, o Senado também, mas a torre ficou. No século XVII recebeu um remate maneirista no topo, numa tentativa de melhorar o aspecto.

Fica no Largo Zeferino Sarmento, mesmo ao lado da Igreja de São João de Alporão. As duas construções formavam, em conjunto, uma frente defensiva da cidade. Hoje funcionam como par de visita.

Dentro da torre fica o Núcleo Museológico do Tempo, instalado em 1999 e totalmente requalificado em Março de 2025, com realidade aumentada e organização em três pisos: o primeiro dedicado à medição do tempo pelos astros, o segundo à transição para o relógio mecânico, o terceiro a cruzar a temática do tempo com a história de Santarém. Sobes pela torre por dentro, e lá em cima, ao lado do sino, tens vista sobre a cidade.

o que encontras cá dentro

  • as oito cabaças cerâmicas no topo, em estrutura de ferro forjado, com função de caixa de ressonância do sino
  • o sino de bronze fundido em 1604, que continua a tocar as horas
  • o Núcleo Museológico do Tempo, em três pisos temáticos
  • a vista sobre o centro histórico de Santarém, do alto da torre

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