Castelo de São Jorge
Pierre Phaneuf CC BY 2.0 · flickr.com

Castelo de São Jorge

seis séculos antes da reconquista, isto já era uma fortaleza

O sítio foi escolhido por muitas civilizações antes de ser português. Os vestígios mais antigos datam de cerca do século VI a.C., e por aqui passaram fenícios, gregos, cartagineses, romanos, visigodos e muçulmanos. Quando D. Afonso Henriques tomou Lisboa em 1147, encontrou uma alcáçova muçulmana já com séculos de fortificações sobrepostas. O castelo que hoje visitas é a leitura de tudo isso ao mesmo tempo: cerca moura sobre estruturas tardo-romanas, paço real medieval sobre dependências islâmicas, escavações arqueológicas sob o solo do recinto.

A conquista da cidade está narrada numa carta de um cruzado inglês, o "De expugnatione Lyxbonensi", documento de primeira mão da Idade Média. D. Afonso Henriques tomou a cidade a 25 de Outubro de 1147, depois de três meses de cerco, com o auxílio de cruzados normandos, flamengos, alemães e ingleses que iam a caminho da Terra Santa. A lenda do cavaleiro Martim Moniz, que se terá entalado numa porta com o próprio corpo para impedir que os mouros a fechassem, surgiu mais tarde, mas ficou.

Quando Lisboa foi elevada a capital, em 1255, o castelo passou a Paço Real. Foi adaptado, ampliado e enriquecido ao longo de séculos. Foi palco da recepção a Vasco da Gama no regresso da Índia, da estreia do "Monólogo do Vaqueiro" de Gil Vicente, de aclamações de reis. O nome "São Jorge" foi-lhe dado no reinado de D. João I. Em pleno auge, foi residência de reis. Depois do terramoto de 1755, ficou em ruínas, e em volta cresceram construções que esconderam o monumento. O restauro nos anos 30-40 do século XX devolveu-lhe a forma de castelo.

A visita inclui o miradouro mais alto do centro histórico, com vista total sobre o Tejo e a baixa pombalina; o núcleo arqueológico, com camadas visíveis da ocupação muçulmana e medieval; o núcleo museológico, com peças de várias épocas; e o passeio pelas muralhas e torres, incluindo a Torre de Ulisses, com um periscópio que mostra a cidade ao vivo em mesa circular. A fica logo abaixo, e Alfama começa nos becos que descem do castelo.

o que encontras cá dentro

  • as muralhas medievais e o passeio pelas torres, com o miradouro sobre Lisboa e o Tejo
  • o núcleo arqueológico, com camadas visíveis da ocupação fenícia, romana, visigótica, muçulmana e medieval
  • o núcleo museológico, com peças que documentam os vários momentos da história do castelo
  • a Torre de Ulisses, com periscópio que projecta imagem ao vivo da cidade
  • o conjunto do paço real medieval, transformado e ampliado entre o século XIII e o XVI

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