Mudas - Museu de Arte Contemporânea
Asurnipal CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Mudas - Museu de Arte Contemporânea

arte contemporânea portuguesa no extremo ocidental da ilha

O edifício ganhou a medalha Alvar Aalto em 2012 e esteve nomeado para o Mies van der Rohe em 2005. Paulo David, arquitecto madeirense, criou aqui um complexo que integra uma casa com origens no século XVI (há uma data gravada num lintel: 1759) com um volume de raiz construído para exposição. O resultado é a razão pela qual muita gente vai ao MUDAS mesmo antes de pensar na colecção.

Mas a colecção merece atenção própria. Começou nos anos 1960 como prémio de artes plásticas do Funchal, cresceu na Fortaleza de São Tiago durante anos com menos de 430 metros quadrados de exposição, e chegou à Calheta em 2015 com mais de 1800. Joana Vasconcelos, Pedro Cabrita Reis, Helena Almeida, Jorge Molder, Álvaro Lapa: são nomes que defines rapidamente como referência da arte portuguesa contemporânea, e estão todos aqui.

Há ainda um dado histórico que passa despercebido: o terreno pertenceu ao morgadio de Vale de Amores, uma propriedade com ligação genealógica directa a João Gonçalves Zarco, o descobridor da Madeira. A neta dele viveu aqui. Esse detalhe dá outra espessura ao sítio.

O MUDAS fica no Estreito da Calheta, num dos lados mais silenciosos da ilha, a pouca distância da costa de basalto e da praia de areia preta. É um programa que ocupa uma tarde com facilidade e que não se esgota na primeira visita.

o que vais encontrar

  • arquitectura premiada que é, ela própria, um argumento de visita
  • colecção de arte portuguesa com obras desde os anos 1960 até ao presente
  • a casa original do século XVI integrada no complexo
  • auditório, biblioteca e serviço educativo no mesmo espaço
  • silêncio e luz natural que muitos museus urbanos não conseguem

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