arte contemporânea com vista para o tejo
Uma porta quinhentista tapada na parede. Um painel de azulejos do século XVIII numa antiga capela. Uma quinta de recreio que chegou ao século XX em ruínas e acabou convertida num dos centros de arte contemporânea mais singulares da margem sul. A Casa da Cerca tem camadas.
O projecto foi iniciado pelo pintor Rogério Ribeiro e tem no Desenho o seu eixo central, o que distingue logo esta programação da de um centro de arte genérico. Não és recebido por colecção permanente de pintura ou escultura institucional, mas por um foco curatorial com identidade própria, acreditado na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
O edifício cresce por acumulação, com corpos construídos em épocas diferentes, e o jardim faz parte da proposta artística, não é apenas contexto. Há obras instaladas lá fora, eventos que usam o espaço verde como sala sem tecto, e uma vista directa sobre Lisboa e o Tejo que nenhuma galeria de Belém tem.
Chegar a Almada para ver arte contemporânea com o rio à frente e uma porta do século XVI tapada atrás de ti é uma experiência que não se replica do outro lado da água.
o que encontras aqui
- foco no desenho como disciplina central, não como suporte secundário
- jardim com intervenções artísticas e programação própria
- edifício com vestígios de cinco séculos sobrepostos
- vista desafogada sobre Lisboa e o Tejo a partir da zona antiga de Almada
- acesso a partir do Cacilheiro, a menos de dez minutos a pé do cais



