museu ou portal do tempo, decide tu
Há peças aqui que têm mais de um milhão de anos. Ferramentas de pedra lascada pelos primeiros hominídeos a passar pela região do Tejo, lado a lado com escultura romana, cerâmica medieval e pintura abstracta do século XX. Poucos museus em Portugal cobrem este arco sem que pareça uma colagem forçada. No MIAA, a narrativa tem fio condutor.
O edifício é o Convento de S. Domingos, do século XVI, reabilitado para museu pelo arquitecto Carrilho da Graça. No claustro, a história do próprio convento e de Abrantes está contada à parte, como se o edifício também pedisse o seu lugar na cronologia. A Biblioteca Municipal António Botto ocupa uma ala do mesmo conjunto desde 1993. É daqueles espaços onde perdes a conta ao tempo sem perceber porquê.
A Coleção Estrada é o que mais distingue o MIAA de um museu arqueológico regional típico: peças que colocam a Península Ibérica em diálogo com contextos mediterrânicos, europeus e asiáticos. Não é só a história de Abrantes ou do Médio Tejo. É uma leitura do mundo antigo a partir daqui. Em 2023, a Associação Portuguesa de Museologia atribuiu-lhe o prémio Museu do Ano, o que diz algo sobre como o sector avalia o que foi construído neste convento de Abrantes.
o que vais encontrar
- oito núcleos permanentes, da pré-história à pintura contemporânea
- coleção com peças de contextos asiáticos e mediterrânicos, não só ibéricos
- pintura de Maria Lucília Moita, do naturalismo ao abstracionismo
- exposições temporárias com obras da Coleção Figueiredo Ribeiro
- o claustro do convento como espaço expositivo autónomo



