águas de granito no coração da Beira
Aqui a água corre entre blocos de granito que parecem ter sido empilhados com algum propósito mas nunca o foram. O rio Criz faz o que faz há milénios: escava, molda, abre poços naturais que ficam ali à espera. A Praia Fluvial do Teixo é uma dessas paragens que não tem muito a justificar-se, porque a geologia fez o trabalho todo.
Chega-se por estrada florestal, com pinheiros e eucaliptos a fechar o horizonte até ao último momento. Quando o rio aparece, a escala surpreende: as fragas grandes, os charcos separados pelas pedras, os recortes de água calma onde a corrente perde força. Não é um areal comprido com bar e cacifos. É um troço de rio com infra-estrutura mínima e rocha como protagonista.
O concelho de Tondela tem esta particularidade: fica na transição entre o Dão e a Serra do Caramulo, e essa proximidade à serra dá ao Criz um carácter que os rios de planície não têm. A água vem de cima, de altitudes com bosques densos, e chega aqui ainda com a memória do percurso.
Vais ao Teixo para estar com o rio, não à beira do rio. A diferença nota-se quando entras e percebes que o granito debaixo dos pés é o mesmo que está à tua volta.
o que vais encontrar
- fragas de granito a estruturar a zona balnear
- poços naturais com profundidades variáveis conforme o troço
- acesso por estrada florestal sem alternativa de transporte público
- sombra de arvoredo na margem, sem infra-estrutura de praia convencional
- silêncio que vem da serra, não do isolamento artificial



