água fria, granito quente e ninguém à volta
Há um momento, quando chegas à Rapoula do Côa, em que percebes que fizeste bem em vir. A água é límpida, o rio corre entre penhascos de granito e o silêncio só é interrompido pelo som da corrente. Não há filas, não há guarda-sóis alinhados, não há gelados a três euros.
A praia fluvial da Rapoula do Côa fica encaixada numa paisagem típica da Beira Interior, onde o granito domina tudo, os pinheiros chegam à beira da água e o céu parece maior do que deveria. O Côa é um rio com história, mas aqui o que conta é o presente: mergulhar, secar ao sol na rocha, repetir.
É o tipo de sítio que as pessoas que conhecem guardam para si. A aldeia perto é pequena, o acesso não é complicado mas também não é uma auto-estrada, e isso filtra quem chega. Fica na zona do Sabugal, num canto da Guarda que ainda não foi descoberto pelo turismo de massas.
Sais daqui com a pele a cheirar a rio e a sensação de ter encontrado qualquer coisa que não estava no mapa de ninguém.
o que vais encontrar
- água fria mesmo no verão
- rochas de granito para secar e saltar
- sombra natural nas margens
- pouca gente, mesmo em agosto
- rio com corrente visível, não é uma piscina parada



