o museu que parece um tronco por dentro
A forma circular não é uma escolha estética aleatória. O edifício foi desenhado a partir do corte transversal de um pinheiro, com os espaços a organizarem-se como anéis à volta de um centro. Entras num museu e o próprio edifício já é um argumento.
O Centro Ciência Viva da Floresta fica em Moitas, numa zona onde o Pinhal Interior Sul não é paisagem de fundo mas sim o assunto principal. A exposição permanente divide-se em três eixos: floresta como fonte de bem-estar, de vida e de riqueza. Há módulos interactivos, laboratório, mediateca e actividades que mudam com o calendário, dos cafés de ciência com investigadores às oficinas para escolas.
Lá fora há um fragmento de floresta real e uma casa de madeira para os mais novos.
programa além da exposição
O centro tem vida própria fora das visitas guiadas. Os "Cafés de Ciência" trazem investigadores para conversa informal, com temas que já passaram por farmacologia de plantas e eficiência energética. A "Ciência à la Carte" funciona como um menu de actividades à escolha. Há também um laboratório de análise de vinhos, o que pode soar deslocado num centro sobre florestas, mas a região de Proença-a-Nova tem produção vínica activa e o equipamento serve essa comunidade.
Para escolas existe um programa próprio para 2025-26, com marcação prévia, e o centro também se desloca: o CCV visita a escola, não é só ao contrário.
o que vais encontrar
- arquitectura em forma de tronco, com a disposição circular a fazer sentido quando percebes a referência
- exposição interactiva sobre gestão florestal, não apenas sobre natureza em abstracto
- programa cultural regular com cientistas, distinto da visita à exposição permanente
- contexto de paisagem marcada por fogos recentes, que dá outra camada ao que o museu discute



