o sobreiral parou o fogo de 2017, e a comunidade tirou conclusões
Em 17 de junho de 2017, o incêndio que subia desde Pedrógão Grande chegou à Ferraria de São João. O que travou as chamas à porta da aldeia foi o sobreiral centenário: mais de uma centena de árvores que aguentaram, queimaram duas, mas não deixaram o fogo passar. A aldeia sobreviveu por causa das árvores certas no sítio certo.
A comunidade tirou conclusões. Depois do incêndio, sem esperar por entidades públicas, criou uma zona de protecção natural à volta: cortou eucaliptos, plantou mais sobreiros, limpou terrenos. Tudo decidido e executado localmente, com base na "sapiência da comunidade", expressão de quem visitou e percebeu o que estava a acontecer. O projecto "Ferraria, Aldeia Viva" da Associação de Moradores ganhou visibilidade nacional, e a OMT (Organização Mundial do Turismo) já a colocou na pré-lista das melhores aldeias turísticas do mundo.
O material de construção predominante é o quartzito (não xisto), porque a aldeia ergue-se sobre uma crista quartzítica no extremo sul da Serra da Lousã. Tem cerca de 40 habitantes, uma eira em lajes de calcário, e um dos maiores conjuntos de currais comunitários do país.
vai sabendo que
- aldeia salva pelos sobreiros centenários durante o grande incêndio de 17 de junho de 2017
- após o incêndio, a comunidade cortou eucaliptos e plantou mais sobreiros à volta (modelo de defesa florestal local)
- projecto "ferraria, aldeia viva" da associação de moradores; pré-lista das best tourism villages da omt
- material de construção predominante é o quartzito, sobre uma crista no extremo sul da serra da lousã



