Álvaro
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Álvaro

o xisto está aqui, mas escondido por baixo da cal

É aldeia do xisto, mas vê-se branca de longe. Álvaro é uma das chamadas "aldeias brancas" da rede Aldeias do Xisto: a estrutura é xisto, as fachadas é que estão rebocadas e caiadas, com vãos pintados de cores garridas a soltarem o tom. Estende-se ao longo da encosta sobre o rio Zêzere, na albufeira do Cabril.

O segundo motivo de visita é a história. Entre 1194 e 1457, durante 263 anos, Álvaro foi comenda da Ordem de Malta. A presença ficou: a Igreja Matriz tem uma pia de água benta com a cruz da Ordem gravada, e a Casa dos Hospitalários (que terá sido a casa do Comendador) tem outra cruz, esta no xisto da frontaria. Há ainda várias capelas dispersas pela aldeia; o circuito faz-se a pé.

A Igreja da Misericórdia é o marco religioso de maior peso. A aldeia perdeu autonomia administrativa em 1836 com Mouzinho da Silveira e foi integrada em Oleiros, mas as marcas da época anterior continuam visíveis em cada esquina. Vens por uma manhã, segues o circuito das capelas, e podes acabar a tarde na Praia Fluvial Álvaro, à beira do Zêzere que a aldeia avista lá de cima.

vai sabendo que

  • aldeia "branca": estrutura em xisto mas fachadas caiadas com vãos coloridos
  • comenda da ordem de malta durante 263 anos (1194-1457), com marcas em pia e fachadas
  • igreja da misericórdia, igreja matriz, casa dos hospitalários e várias capelas
  • estende-se na encosta sobre o rio zêzere, na albufeira do cabril
  • perdeu autonomia administrativa em 1836, com mouzinho da silveira

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