xisto amarelo, pedras esculpidas, e torga à entrada
Gondramaz é diferente das outras aldeias da Serra da Lousã num pormenor fácil de identificar: o xisto é amarelo, não cinza-escuro. Está na vertente ocidental da serra, a meio de uma encosta com declives acentuados, no concelho de Miranda do Corvo. Tem 7 habitantes permanentes e cabe numa rua principal de onde saem ruelas estreitas.
Quem chega é recebido por um poema de Miguel Torga, gravado numa placa metálica na área de recepção: "A vida é feita de nadas / De grandes serras paradas..." Não é detalhe decorativo. Esta é terra de artesãos da pedra: as fachadas das casas têm figuras esculpidas e gravadas no xisto, e o próprio pavimento da rua é uma obra trabalhada à mão (acessível a mobilidade reduzida, raridade em aldeia de montanha).
A única coisa que escapa ao xisto amarelo é a capela de Nossa Senhora da Conceição, rebocada de branco, que contrasta com tudo à volta. Está incluída no Sítio de Importância Comunitária Serra da Lousã, com castanheiros, carvalhos e azevinhos a fazerem mata. Vens pelo xisto, ficas pela escrita na pedra.
vai sabendo que
- xisto de tonalidade amarela, distinta das outras aldeias da serra da lousã (geralmente cinza-escuras)
- terra de artesãos da pedra: fachadas com figuras esculpidas e gravadas no xisto
- pavimento da rua trabalhado à mão, acessível a mobilidade reduzida (raríssimo em aldeia de montanha)
- placa metálica à entrada com poema de miguel torga ("a vida é feita de nadas")
- 7 habitantes permanentes, em sítio de importância comunitária da serra da lousã (rede natura 2000)



