arqueologia transmontana sem glamour, apenas factos
Numa tarde de semana, entras num espaço que guarda o que o tempo enterrou no nordeste transmontano. A colecção leva o nome de Albino Pereira Lopo, coronel e investigador que no final do século XIX e início do XX percorreu o território de Macedo de Cavaleiros a catalogar vestígios que mais ninguém estava a olhar com essa atenção.
O museu é municipal, discreto, e funciona com a cadência das instituições locais: sem filas, sem áudio-guias, sem multidões. O que há são peças reais, com peso e história, que vêm de escavações na região, uma zona com ocupação humana desde muito antes de qualquer fronteira nacional existir.
Trás-os-Montes tem esse feitio: guarda muito debaixo da terra. Este museu é uma das poucas janelas abertas para o que está lá. Sais com outra ideia do que é o território que acabaste de atravessar de carro.
vai preparado para
- silêncio a sério, sem turistas à mistura
- escala humana: nada de megaexposições
- peças ligadas directamente ao concelho e arredores
- uma visita que cabe numa manhã tranquila



