Convento de Santo António de Ferreirim
Pedro from Maia (Porto), Portugal CC BY 2.0 · Wikimedia Commons
Convento de Santo António de Ferreirim
Pedro Nuno Caetano CC BY 2.0 · flickr.com

Convento de Santo António de Ferreirim

o convento ficou famoso pelos pintores que aqui trabalharam dois anos

Em 1533 e 1534, três dos melhores pintores activos em Portugal estiveram aqui a executar um retábulo encomendado pelo Cardeal-Infante D. Afonso, filho de D. Manuel I: Cristóvão de Figueiredo, Garcia Fernandes e Gregório Lopes. Eram de Lisboa, trabalhavam por todo o país, e durante séculos a sua identidade aqui esteve por desvendar. Conheciam-se as tábuas e o nome colectivo — "Mestres de Ferreirim" — mas não os autores. Foi o historiador Virgílio Correia que, já no século XX, encontrou a documentação que revelou os três nomes. Oito tábuas sobrevivem das treze originais. Cinco perderam-se, em incêndio ou pilhagem.

O convento foi fundado pelos condes de Marialva em finais da Idade Média e entregue à Ordem Franciscana em 1525. A igreja actual começou a ser construída em 1532, em estilo manuelino-renascentista. Do projecto manuelino sobrevive o pórtico da igreja; o claustro original desapareceu. No século XVIII acrescentou-se uma galilé com arcadas à frente do portal, para o proteger.

O convento foi extinto em 1834 com a expulsão das ordens religiosas. As dependências conventuais foram vendidas em hasta pública e em parte caíram em ruína. A igreja sobreviveu como paroquial. Depois de séculos a meio gás, o monumento entrou no Projecto Vale do Varosa, foi restaurado entre 2001 e 2005, e em Julho de 2016 abriu o Centro Interpretativo que hoje permite visitar o conjunto.

Dentro da igreja, de uma só nave, estão também os túmulos dos condes de Marialva e uma torre militar medieval anexa, vestígio do povoamento primitivo.

o que encontras cá dentro

  • as oito tábuas dos Mestres de Ferreirim (Cristóvão de Figueiredo, Garcia Fernandes, Gregório Lopes), pintadas em 1533-1534
  • o pórtico manuelino sobrevivente do projecto original do século XVI
  • a galilé setecentista a proteger o portal
  • o túmulo dos condes de Marialva, no interior da igreja
  • a torre militar medieval anexa, vestígio do povoamento primitivo
  • o Centro Interpretativo, com leitura contextualizada das pinturas e da história do convento

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