a única catedral românica em portugal a chegar inteira ao século XXI
É a única catedral portuguesa do tempo da Reconquista que sobreviveu sem ser desfigurada por reformas barrocas. Pareceu fortaleza desde o primeiro dia e ainda parece: paredes pesadas de cantaria, ameias no alto, escadaria a subir até ao portal. Foi pensada para resistir.
As obras começaram em 1164, no reinado de D. Afonso Henriques e sob o bispo D. Miguel Salomão. O risco é atribuído ao mestre francês Roberto, que estava também a dirigir a Sé de Lisboa, com mestre Bernardo no terreno até morrer em 1172, sucedido por mestre Soeiro. A catedral foi consagrada em 1184. No ano seguinte, D. Sancho I foi aqui coroado segundo rei de Portugal.
Por dentro são três naves robustas e uma colecção de capitéis com decoração vegetalista e animalista, sem figuras humanas, talvez por terem sido obra de artistas moçárabes estabelecidos em Coimbra. Na capela-mor, o retábulo de talha dourada do início do século XVI é dos flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres, em gótico flamejante. Nas naves laterais ficam túmulos góticos dos séculos XIII e XIV, com destaque para o de D. Vataça Lascaris, dama bizantina que chegou a Portugal acompanhando D. Isabel de Aragão.
Do lado norte, sobreposta à edificação românica, está a Porta Especiosa, obra renascentista de João de Ruão concluída por volta de 1530. O claustro foi iniciado em 1218 por iniciativa de D. Afonso II e é uma das primeiras manifestações do gótico em Portugal. A Sé Nova fica também no centro histórico, já no alto, e é a outra sede da Diocese desde 1772.
o que encontras cá dentro
- a única catedral românica portuguesa a chegar inteira aos nossos dias, com ar de fortaleza
- capitéis com decoração vegetalista e animalista, sem figuras humanas, atribuídos a artistas moçárabes
- o retábulo gótico flamejante da capela-mor, de Olivier de Gand e Jean d'Ypres
- a Porta Especiosa renascentista de João de Ruão
- o claustro gótico de 1218, uma das primeiras manifestações do gótico em Portugal
- túmulos góticos dos séculos XIII-XIV nas naves laterais, com destaque para o de D. Vataça Lascaris



