não tem igreja nem capela, tem dois fornos comunitários
A peculiaridade de Martim Branco é cedo evidente: não tem qualquer edifício religioso. Sem igreja, sem capela, raríssimo no rural português. O que ficou em vez disso são dois fornos comunitários a lenha que continuam em uso, onde ainda se benze a massa do pão antes de a levar a cozer. Quem chega no fim da manhã apanha o cheiro.
A aldeia está nas margens da Ribeira de Almaceda, no concelho de Castelo Branco mas a 26 km da cidade, no fim de um desvio de 2 km da EN112. Tem cerca de 27 habitantes (Censos 2011), o que faz dela uma das aldeias mais pequenas da rede. Desenvolve-se em duas ruas longitudinais paralelas: a Rua Principal lá em cima e a Rua da Bica em baixo, paralela à ribeira, mais primitiva. As casas usam xisto e taipa, algumas com granito a marcar os vãos.
A Casa das Artes e Ofícios fica numa antiga habitação recuperada e dá conta do que aqui se fazia: cultura do linho, uso do tear, recuperação dos moinhos da ribeira. Para quem quer levar mais tempo a perceber, o trilho PR2 CTB sai da aldeia e segue pela Ribeira de Almaceda, com 9,5 km fáceis a passar por açudes, levadas e moinhos de água. O resto da aldeia é provar o pão e ouvir a ribeira. Se preferes o oposto no mesmo concelho, Sarzedas foi vila e teve condado próprio.
vai sabendo que
- raríssimo no rural português: aldeia sem qualquer edifício religioso (sem igreja, sem capela)
- dois fornos comunitários a lenha em uso, onde ainda se benze a massa do pão antes de cozer
- cerca de 27 habitantes (censos 2011), uma das aldeias mais pequenas da rede
- casa das artes e ofícios recupera cultura do linho, tear e moinhos da ribeira; tem loja adx
- trilho pr2 ctb sai da aldeia: 9,5 km fáceis pela ribeira de almaceda, com açudes, levadas e moinhos



