onde os objectos falam antes de tu perguntares
Entra e já há alguém a trabalhar, só que ninguém está lá. As ferramentas, os tecidos, as peças do quotidiano transmontano dispõem-se como se o dono tivesse saído há pouco. É esse o truque do Museu Etnográfico de Mogos: não te explica a vida rural, mostra-a.
Mogos é uma aldeia pequena, do género que não aparece nos roteiros. O museu nasceu daqui, da memória colectiva de quem ficou e de quem quis guardar o que estava a desaparecer. Não tem a frieza do espaço institucional. Tem a temperatura certa de uma casa que ainda se usa.
O que encontras aqui é o Douro interior antes do turismo do Douro. fica num território de vinhas, xisto e silêncio, e o museu é o negativo dessa paisagem, o registo do que as mãos fizeram com ela ao longo de gerações. Sais com outra leitura da terra que atravessaste para chegar.
o que vais encontrar
- espólio etnográfico do quotidiano transmontano
- ambiente de casa habitada, não de vitrine
- aldeia pequena à volta, parte da experiência
- silêncio que não é vazio



