onde o rio Ranha ainda não sabe que existe turismo
Há sítios que escapam à lógica do circuito. Este é um deles. A aldeia da Ranha fica encravada no interior de Cabeceiras de Basto, num fio de vale que o Tâmega e os seus afluentes foram abrindo devagar, e a praia fluvial da Ponte Ranha cresceu ali sem grandes ambições de se tornar destino.
A ponte dá nome ao lugar e serve de enquadramento natural para o poço que se forma a montante. O fundo é o típico xisto minhoto, escorregadio se não souberes onde pisar. À volta, margem arborizada, sombra repartida, e um silêncio que só é interrompido pela água e por quem já cá estava.
É uma das várias zonas de banhos que o município mantém activas, mas o Ranha tem uma escala mais contida do que as mais conhecidas como Cavez ou o Poço do Frade. Menos movimento, menos infraestrutura. Se não precisas de bares nem de areia, isso é exactamente o que procuras.
o que vais encontrar
- a ponte de pedra como ponto de referência e de salto para os mais novos
- fundo em xisto: pisada certa ou escorregadela garantida
- sombra natural na margem, sem estacionamento de resort
- um vale fechado com o silêncio que as serras do Barroso guardam para si



