Museu Judaico

o último reduto dos que ficaram

Durante séculos, Belmonte guardou um segredo que o resto de Portugal não quis ver. Enquanto a Inquisição varria o país à procura de judaizantes, uma comunidade aqui resistiu em silêncio, praticando a sua fé em privado, de geração em geração, disfarçada de catolicismo. Não era folclore. Era sobrevivência.

O Museu Judaico existe precisamente por causa dessa história de resistência. Mais de cem peças reunidas numa colecção que vai da Idade Média ao século XX: objectos do quotidiano, artefactos religiosos, registos das famílias que mantiveram viva uma identidade proibida durante cinco séculos. O Telegraph incluiu-o na lista dos 50 melhores pequenos museus da Europa, e é o primeiro museu desta natureza em Portugal.

criptojudeus: o que isso significa mesmo

O decreto de D. Manuel I em 1496 deu aos judeus uma escolha simples: converter ao cristianismo ou partir. Muitos converteram-se por fora e continuaram a ser judeus por dentro. A esses chamou-se cristãos-novos, marranos ou criptojudeus. Em Belmonte, essa prática durou de forma ininterrupta até ao século XX, quando a comunidade voltou a assumir publicamente a sua identidade judaica.

Esta não é uma história reconstituída para turistas. É uma história que aconteceu exactamente aqui, nas ruas que ainda hoje existem à volta do museu. Isso muda a forma como se lê cada objecto exposto.

vai preparado para

  • peças com contexto biográfico directo, não só etiquetas de data e material
  • o museu fica a poucos metros do Castelo de Belmonte e do Pelourinho
  • obras de requalificação recentes, espaço renovado

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