Castelo de Almeida
Portuguese_eyes CC BY-SA 2.0 · flickr.com

Castelo de Almeida

o castelo virou paiol e o paiol virou cratera

No centro da praça-forte de Almeida, o que sobra do castelo medieval é só alicerces de pedra dentro de um perímetro vazio. Há uma escadaria em metal para desceres até ao terreno arqueológico. É o que ficou da explosão de 1810: o castelo deixou de existir nessa noite.

Era um castelo medieval do século XIII-XIV, refeito no tempo manuelino, com planta rectangular e quatro torres circulares. Em 1810, durante o cerco do Marechal Massena, servia de paiol de pólvora. Cerca das sete da noite de 26 de agosto, uma granada francesa atingiu um trilho de pólvora a sair do castelo; rebentaram setenta e cinco toneladas de uma vez. Morreram cerca de quinhentos homens, ficou aberto rasgo nas muralhas, e a guarnição inglesa do coronel Cox capitulou no dia seguinte.

O conjunto da praça-forte está classificado como Monumento Nacional desde 1928, mas o castelo em si nunca foi reconstruído. Ficou como aviso, no meio da estrela de pedra que o rodeia.

vai sabendo que

  • estás a olhar para o paiol que rebentou em 26 de agosto de 1810; é o ponto zero da capitulação aos franceses
  • só restam os alicerces; desce-se ao recinto por uma escadaria em metal
  • a praça-forte à volta resistiu e ainda está toda inteira
  • outra aldeia histórica fronteiriça do mesmo concelho, Castelo Mendo, fica perto e tem outro tipo de história para contar

cenas por perto

ver no mapa